O TERCEIRO SETOR E O DESAFIO DA INCLUSÃO SOCIAL
O Brasil vive o paradoxo de ser uma das 10 maiores economias do mundo e o 69º país colocado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU. Nos Estados do Nordeste, como o Ceará, a desigualdade social é ainda mais evidente. Para tentar amenizar essas disparidades, vem se desenvolvendo, no país, uma alternativa às ações governamentais e à geração de lucro no mundo empresarial, é o que se convencionou chamar de Terceiro Setor. Constituído por organizações sem fins lucrativos, o Terceiro Setor tem origem no contínuo crescimento da população que necessita de ajuda e na constatação de que o Estado, sozinho, não consegue suprir a imensa demanda por serviços sociais.
 
Uma nova realidade em números
· O Terceiro Setor responde por 5% dos empregos no mundo e por 2,5% dos postos de trabalho no Brasil. Se consideradas as organizações religiosas, a participação nos empregos do país sobe para 3,2%. (Gazeta Mercantil, 29/5/2002)

· Só as 400 maiores entidades beneficentes no Brasil empregavam 86.894 pessoas em 2000 – excluindo os voluntários –, ajudando diretamente mais de 13,3 milhões de pessoas, 9% a mais que no ano anterior. (Kanitz & Associados, 5º Censo do Terceiro Setor)

· O Terceiro Setor movimenta anualmente mais de US$ 1 trilhão em investimentos no mundo, sendo cerca de US$ 10 bilhões no Brasil. (Gazeta Mercantil, 29/5/2002)

· No Brasil, o Terceiro Setor cresce de 10% a 20% ao ano. (Fonte: Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas – Fipe)

· O Brasil conta com mais de 540 entidades não lucrativas como ONGs, fundações, associações civis e unidades assistenciais. A estatística não inclui pequenas companhias, organizações religiosas e indivíduos voluntários não registrados que promovem ações sociais na comunidade e também integram o Terceiro Setor. (Fonte: Gazeta Mercantil, 29/5/2002)

· Nos Estados Unidos e países europeus, o Terceiro Setor movimentou em média quase 6% do PIB, em 1998. No Brasil, essa proporção foi de 1,2%. (Fundação Getúlio Vargas – FGV-SP, Johns Hopkins University e Instituto de Pesquisa Social e Econômica – Iser)

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